Cidade do Sol na Revista Raça

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FM 87,5 – VERDADEIRAMENTE COMUNITÁRIA!

Nossa visita a Heliópolis e todo o seu contexto cultural e educativo não fariam sentido sem a Rádio Heliópolis, que nasceu em 1992 como Rádio Corneta (uma série de caixas de som espalhadas pela comunidade), mas que só começou mesmo a funcionar como uma emissora em 1997. O primeiro programa de rap foi feito por nosso colunista, Rappin Hood e se chamava a Voz do Rap. Mas a programação sempre foi diversificada, abrangendo todos os ritmos (um programa que só toca Roberto Carlos, outro apenas de forró…). A Rádio Heliópolis se orgulha de ser verdadeiramente comunitária e todas as pessoas que nela trabalham são voluntárias.
Danilo Barreto de Oliveira, conhecido como Mano Zóio, de 26 anos, é locutor do programa Revolução Rap, que entra no ar às 20h e vai até às 22h, de segunda à sexta. Além da música, Zóio leva informação e poesia aos ouvintes e explica que “biografias de pessoas importantes, como Martin Luther King, também estão na programação da rádio. “Estamos sempre à disposição da comunidade. O dia que mais me marcou foi quando encontramos a mãe de uma criança que estava perdida. Nunca pensei que iria trabalhar num veículo tão importante. O rádio me motiva pelo prazer de fazer, e, às vezes, quando tenho um problema pessoal e chego aqui, ele desaparece”, confessa Zóio, integrante de um grupo de rap chamado Aliados da Sul.
BALADA SEM ÁLCOOL

O DJ Reginaldo José, de 32 anos, é um exemplo do que Heliópolis pode produzir. Criado desde o primeiro ano de vida na comunidade, comandou por muito tempo o programa Revolução RAP, na rádio Heliópolis. Preocupado com o futuro dos jovens e pensando em um ponto de encontro onde os moradores pudessem se divertir sem pagar nada, ajudou a criar a Balada Black. A princípio, a ideia era fazer algo que não entrasse nenhum tipo de bebida alcoólica. Maluquice? Nem tanto!

A galera do Jovens Alconscientes
A festa foi um sucesso dentro e fora de Helipa e, há quatro anos, mantém uma média de 600 pessoas por edição. “É uma balada educativa e, através dela, conseguimos conscientizar as pessoas. A gente não quer proibir a bebida, só mostramos que o jovem tem o poder de se divertir sem nenhum tipo de droga ou álcool”, alerta o DJ Reginaldo. Com o sucesso, a festa atraiu outro projeto, chamado Jovens Alconscientes – bancado por empresas privadas – que conta com 12 jovens que recebem uma bolsa em dinheiro para desenvolver iniciativas que conscientizem outros jovens a não consumir álcool antes da idade permitida, um problema sério que atinge com mais intensidade as favelas de todo o Brasil. “Graças a esses projetos conseguimos melhorar um pouco a qualidade de vida dos jovens de Heliópolis”.

segue o link abaixa da materia completa
http://racabrasil.uol.com.br/cultura-gente/145/artigo178493-3.asp/

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