Entrevistando Zafrica Brasil

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Z’África Brasil destaca-se como um dos principais grupos de hip-hop na cena musical do País. Ao longo de sua trajetória de 20 anos, o grupo com sua arte influencia e inspira gerações. O repertório, provocante, cutuca o pensamento das pessoas, seus valores, e mexe com suas emoções, enquanto a explosiva fusão sonora, com uma ousada mistura de ritmos, desperta o interesse de músicos internacionais, o respeito da mídia e o carinho do público. Atualmente o quarteto, que gravou cinco álbuns, é formado pelos MCs Gaspar, Pitchô, Funk Buia e DJ Tano.

A letra “Z” na assinatura o nome Z’África Brasil simboliza Zumbi dos Palmares, líder e ícone da resistência negra no Brasil. Membro da primeira geração da Universal Zulu Nation Brasil, fundada por Áfrika Bambaataa nos Estados Unidos e, em território nacional, por King Nino Brown e Nelson Triunfo, o Z’África não só rompeu fronteiras, como preconceitos musicais e regionais.

Oficinas para jovens – Em 1997, passou a fazer parte da Posse Conceitos de Rua, uma organização constituída por grupos de hip-hop, que trabalha seus elementos como fundamento cultural, social, político e educacional em comunidades. A vivência no movimento hip-hop levou o engajamento natural dos integrantes do Z’África a projetos sociais, com o objetivo de atrair a atenção de crianças e jovens por meio da cultura, ao invés das ruas e do crime. E, assim, por meio da arte-educação contribuem até hoje em várias oficinas de formação de novos rappers e DJs.

Os MCs do Z’África já trabalharam com músicos de outros estilos, como Zeca Baleiro, Céu, Fernando Catatau, Toca Ogan, e no exterior. O primeiro álbum foi “Conceitos de Rua”, uma coletânea que contou com vários grupos e artistas do rap italiano, como Ricardo Rumore, Osteria Lyrical, DJ Zetta e Gente Guasta. Foi gravado em Verona, entre os anos de 1999 e 2000.

Ancestrais – “Antigamente Quilombos, Hoje Periferia”, o segundo disco, foi lançado em 2003 e teve a música “Mano Chega Aí”, inserida na abertura da minissérie Turma do Gueto, da TV Record, entre 2002 e 2004. Em 2006, saiu “Tem Cor Age”, que também ganhou luz própria com “Tá Na Responsa” e virou trilha sonora do filme “Antônia”, na Globo Filmes, além da participação da cantora Céu, em “Quilombo Invencível”. O quarto álbum, lançado na França, em 2007, “Verdade & Traumatismo”, apresenta “Reparação” e “Z’Áfricanos”, gravadas para TV Trama.

O quinto e mais novo trabalho do Z’África Brasil “Ritual I – A Vida Segundo os Elementos do Hip-hop” inicia uma trilogia. Esse disco estampa na capa uma mandala, que ganhou ilustrações e símbolos africanos posicionados dentro de cada esfera, que contam sua história. Toda a arte gráfica do CD foi inspirada no Calendário da Cultura Inca, com imagens que representam a cultura Hip-hop. A proposta é difundir a cultura ancestral dos povos Afro nesse imenso terreiro, imortalizando tudo em um grande ritual sagrado. Cada uma das 13 faixas do disco é identificada por um ícone Adinkra, do oeste da África. Fernandinho Beat Box, um dos fundadores do Z’África, em 1995, deixou sua marca em três cds e em duas composições de “Ritual I”.

Rap para Vinicius de Moraes – Um dos momentos mais marcantes na trajetória do grupo foi o convite para participar do calendário de homenagens ao centenário de Vinícius de Moraes em 2013, em São Paulo. O Auditório do Ibirapuera ficou lotado durante os dois shows, históricos, que eternizaram o encontro do Rap com os jovens da Orquestra Brasileira do Auditório (OBA), da Orquestra Furiosa e do Coro da Escola do Auditório. Na época, foi produzida pelo Z’África uma música exclusiva para reverenciar o ‘Poetinha’.

Confira entrevista no programa Revolução Rap no Link Abaixo.

 

 

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